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Ano VI, nº 43, junho de 2008

Camponeses defendem Amazônia brasileira

camponeses
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Fazenda Santa Elina é retomada

A fazenda Santa Elina, latifúndio localizado em Rondônia, onde uma das maiores batalhas do movimento camponês resultou em 9 trabalhadores assassinados pela polícia e jagunços em 1995, foi finalmente retomada pelos camponeses no da 11 de maio.
Cem famílias de vítimas da batalha de Santa Elina, cansados de esperar o cumprimento das promessas vãs do Estado, decidiram tomar o latifúndio e dividi-lo entre as famílias. Este, sem dúvida, é um duro golpe no latifúndio, que imaginava ter se livrado do movimento camponês através das atrocidades de 1995.

O monopólio da fome

A anunciada crise mundial de alimentos, cujas causas são atribuídas por Luiz Inácio ao fato de os pobres estarem comendo mais, deve-se, na verdade, à cobiça de um monopólio constituído pela Nestlé, Bunge, Cargill, Bayer, Wal Mart e outros grupos que detêm a terra, os cultivos, a industrialização e a comercialização dos produtos agrícolas.

 

Estrangeiros invadem mercado imobiliário

Grupos econômicos da Espanha, Portugal, Alemanha, Reino Unido e dos países nórdicos estão promovendo a invasão imobiliária nas áreas urbanas, comprando a baixo custo desde apartamentos até hotéis e shopping centers inteiros, e vendendo para gente cujo salário mínimo é dez vezes maior que o estabelecido no Brasil.


A soberania do imperialismo

A polêmica em torno da Amazônia evidencia que o conceito de soberania nacional perdeu totalmente o seu conteúdo e Luiz Inácio, a exemplo de seus antecessores, está à frente de um Estado burguês-latifundiário, serviçal do imperialismo, a executar políticas e exprimir uma visão de mundo que se coaduna com os interesses das classes dominantes locais (latifundiários e grande burguesia), historicamente associados ao colonialismo e ao imperialismo, seja europeu ou ianque.


1° de Maio vermelho
nas ruas de São Paulo

1 de maioBandeira ianque é queimada no
1° de Maio
classista
em São Paulo
 

Os ecos do
Maio de 68

Como a revolta de Maio de 1968 se espalhou por outros países e o que fazem alguns dos líderes desses movimentos que traíram o proletariado, hoje combatendo até a memória daqueles ventos da revolução que varreram boa parte do mundo.
 
Nepal

A vitória nas eleições e o futuro incerto da revolução

nepal
Nepaleses comemoram os
12 anos da guerra popular

O triunfo dos maoístas nas eleições para a Assembléia constituinte que deve proclamar uma república no Nepal coloca muitas dúvidas sobre o futuro da revolução nepalesa. Sobre que classes repousará o poder do Estado? Em que medida o programa revolucionário continuará a ser implementado? Etc.
Por outro lado, a vitória do Partido Comunista do Nepal (Maoísta) deixa claro que os dez anos de Guerra Popular garantiram para a revolução o apoio das amplas massas nepalesas.

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Nesta edição

Adriano Benayon
Ana Lúcia Nunes
Cida Souza
Cristóvão Bastos
Fausto Arruda
Flávio Garcia
Friedrich Engels
Henrique J. Magalhães
Hugo R. C. Souza
Jerônimo Santana
Marcelo Salles
Mário Lúcio de Paula
Nilson Dalledone
Zhang Lushi
Wilson Enriquez

 

Mais massacres contra os pobres do Rio de Janeiro

Para desespero da população pobre da Vila Cruzeiro, policiais do BOPE ocupam aquela favela em definitivo e impõem a trabalhadores, estudantes, crianças de colo e idosos uma rotina de tortura e execuções sumárias. A pretexto de remover barreiras construídas pelo tráfico no morro, a repressão agora vai usar retro-escavadeiras blindadas no morro, iguais às usadas por Israel para atacar os palestinos nos territórios ocupados.

Cristóvão Bastos

O piano no choro


Plano Colômbia

Ingerência imperialista

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